"Quantos rins nós temos ?
No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
- Quantos rins nós temos?
- Quatro! - Responde o aluno.
- Quatro? - Replica o professor, arrogante, daqueles que se comprazemem tripudiar sobre os erros dos alunos.-Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala!!! - ordena oprofessor a seu auxiliar.
- E para mim um cafezinho! - Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o 'Barão de Itararé'. Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
- O senhor me perguntou quantos rins 'nós temos'...'Nós' temos quatro:dois meus e dois seus. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.
A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento! Ás vezes as pessoas, por terem mais um pouco de conhecimento ou acreditarem que o tem, se acham no direito de subestimar os outros...e haja capim!"
domingo, 25 de maio de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
"Tenho horror a área vip. Você já me viu em algum lugar? Não, né? Eu não vou. Compro ingresso, entro na fila, vou onde todos vão. É rídicuo ir a lugares vip. Num país como o Brasil, é falta de educação."Pedro Cardoso
Nunca conheci alguém que tivesse sonhos humildes, como: Vou ter uma casa num bairro de classe média, trabalhar 8 horas por dia por um salário razoável; sendo um empregado sem expressão numa grande empresa (mesmo que a maioria acabe assim).
É comum ouvir as grandes viagens da imaginação humana. Carros, casas, respeito, sucesso, dinheiro de sobra pra qualquer regalia adicional.
Admito que quero ser alguém destacada dos outros do meu futuro ramo. Quero que meu nome seja conhecido até nas pequenas cidadelas da Ásia. Mas é só uma fantasia minha, fiquem a vontade para ignorar essa parte.
Fui criada para pensar grande. Não somente pelos meus pais, o incentivo vinha de todas as partes: televisão, amigos, escola.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
O Caderno
"SOU EU QUE VOU SEGUIR VOCÊ DO PRIMEIRO RABISCO ATÉ O BE-A-BÁ
EM TODOS OS DESENHOS COLORIDOS VOU ESTAR
A CASA, A MONTANHA, DUAS NUVENS NO CÉU
E UM SOL A SORRIR NO PAPEL
SOU EU QUE VOU SER SEU COLEGA SEUS PROBLEMAS AJUDAR A RESOLVER
SOFRER TAMBEM NAS PROVAS BIMESTRAIS JUNTO A VOCE
SEREI SEMPRE SEU CONFIDENTE FIEL
SE SEU PRANTO MOLHAR MEU PAPEL
SOU EU QUE VOU SER SEU AMIGO VOU LHE DAR ABRIGO SE VOCÊ QUISER
QUANDO SURGIREM EM SEUS PRIMEIROS RAIOS DE MULHER
A VIDA SE ABRIRÁ NUM FEROZ CARROSSEL
E VOCÊ VAI RASGAR MEU PAPEL
O QUE ESTÁ ESCRITO EM MIM COMIGO FICARA GUARDADO SE LHE DA PRAZER
A VIDA SEGUE SEMPRE EM FRENTE O QUE SE HÁ DE FAZER
SÓ PEÇO A VOCÊ UM FAVOR SE PUDER
NÃO ME ESQUEÇA NUM CANTO QUALQUER
SÓ PEÇO A VOCÊ UM FAVOR SE PUDER
NÃO ME ESQUEÇA NUM CANTO QUALQUER". Chico
EM TODOS OS DESENHOS COLORIDOS VOU ESTAR
A CASA, A MONTANHA, DUAS NUVENS NO CÉU
E UM SOL A SORRIR NO PAPEL
SOU EU QUE VOU SER SEU COLEGA SEUS PROBLEMAS AJUDAR A RESOLVER
SOFRER TAMBEM NAS PROVAS BIMESTRAIS JUNTO A VOCE
SEREI SEMPRE SEU CONFIDENTE FIEL
SE SEU PRANTO MOLHAR MEU PAPEL
SOU EU QUE VOU SER SEU AMIGO VOU LHE DAR ABRIGO SE VOCÊ QUISER
QUANDO SURGIREM EM SEUS PRIMEIROS RAIOS DE MULHER
A VIDA SE ABRIRÁ NUM FEROZ CARROSSEL
E VOCÊ VAI RASGAR MEU PAPEL
O QUE ESTÁ ESCRITO EM MIM COMIGO FICARA GUARDADO SE LHE DA PRAZER
A VIDA SEGUE SEMPRE EM FRENTE O QUE SE HÁ DE FAZER
SÓ PEÇO A VOCÊ UM FAVOR SE PUDER
NÃO ME ESQUEÇA NUM CANTO QUALQUER
SÓ PEÇO A VOCÊ UM FAVOR SE PUDER
NÃO ME ESQUEÇA NUM CANTO QUALQUER". Chico
Desabafo
Hoje não quero escrever certinho. Não to ligando pra estruturas por hora. Não que eu ache que elas tenham existido antes. É só o que me dizem.
Estava pensando seriamente sobre esse ano e todos os outros que ja foram. Meu Deus, se eu tivesse que escolher um deles para que o tempo parasse, ficaria em dúvida. Cada ano, do seu jeito, foi ótimo. Novos amigos, tranquilidade que não tenho mais, mas " O tempo não pára". Estava ouvindo essa música agora.
Eu vejo as amizades incríveis que eu tive até hoje. Infelizmente, algumas se perderam pelo caminho, sem nenhum motivo especial. Mas não lamento por isso. Foram boas, engraçadas, enquanto duraram. Adoro os meus amigos atuais, óbvio. Espero que eles saibam disso.
Para aqueles que estão longe, não esqueçam que "Longe é um lugar que não existe". Eu aprendi isso com uma grande amiga, que tinha toda razão.
No final do ano vai acontecer uma mudança na minha vida. Talvez a maior delas. Não faço idéia do que vai acontecer. Quem vai morar em outras cidades, quem vai pra faculdade e quem fica. Lágrimas vão acontecer de qualquer maneira. Mas elas passam.
Eu queria pedir algo que não devia. Mas farei assim mesmo, porque esse blog é meu e eu faço o quero...
Aos amigos que se distanciarem por falta de tempo pra manter contato, ou qualquer coisa assim, não esqueçam que vou sentir muito a falta de vocês e que foram muito importantes para mim.
Não é cliche o que estou falando. Falo porque realmente penso isso. E pra quem é mais próximo, sabe que é sério. Entraria em colapso nervoso sem vocês.
Espero não perder contato com certos amigos que são muito importantes, como (desculpe se não querem que eu fale): Frank, Quick, Ana, Rebeca, Sofia, Paula, Mah, Massa, LG, Davi, Andy, Naty e mais alguns que me escapam a memória.
E para aqueles que fecharam a cara quando não viram o nome ali em cima, não se preocupem, é que com vocês eu não me preocupo, porque nem se eu quiser eu consigo me livrar de vocês =D
Eu estou preocupada com o que vai acontecer com a minha vida no final do ano. Mas não muito. Não vai adiantar ficar assim. Sorte que eu tenho vocês pra me ajudar a manter minha sanidade.
Essas palavras, então, são dedicadas às pessoas que fizeram da minha vida algo que se possa ter orgulho.
AMO VOCÊS!
Estava pensando seriamente sobre esse ano e todos os outros que ja foram. Meu Deus, se eu tivesse que escolher um deles para que o tempo parasse, ficaria em dúvida. Cada ano, do seu jeito, foi ótimo. Novos amigos, tranquilidade que não tenho mais, mas " O tempo não pára". Estava ouvindo essa música agora.
Eu vejo as amizades incríveis que eu tive até hoje. Infelizmente, algumas se perderam pelo caminho, sem nenhum motivo especial. Mas não lamento por isso. Foram boas, engraçadas, enquanto duraram. Adoro os meus amigos atuais, óbvio. Espero que eles saibam disso.
Para aqueles que estão longe, não esqueçam que "Longe é um lugar que não existe". Eu aprendi isso com uma grande amiga, que tinha toda razão.
No final do ano vai acontecer uma mudança na minha vida. Talvez a maior delas. Não faço idéia do que vai acontecer. Quem vai morar em outras cidades, quem vai pra faculdade e quem fica. Lágrimas vão acontecer de qualquer maneira. Mas elas passam.
Eu queria pedir algo que não devia. Mas farei assim mesmo, porque esse blog é meu e eu faço o quero...
Aos amigos que se distanciarem por falta de tempo pra manter contato, ou qualquer coisa assim, não esqueçam que vou sentir muito a falta de vocês e que foram muito importantes para mim.
Não é cliche o que estou falando. Falo porque realmente penso isso. E pra quem é mais próximo, sabe que é sério. Entraria em colapso nervoso sem vocês.
Espero não perder contato com certos amigos que são muito importantes, como (desculpe se não querem que eu fale): Frank, Quick, Ana, Rebeca, Sofia, Paula, Mah, Massa, LG, Davi, Andy, Naty e mais alguns que me escapam a memória.
E para aqueles que fecharam a cara quando não viram o nome ali em cima, não se preocupem, é que com vocês eu não me preocupo, porque nem se eu quiser eu consigo me livrar de vocês =D
Eu estou preocupada com o que vai acontecer com a minha vida no final do ano. Mas não muito. Não vai adiantar ficar assim. Sorte que eu tenho vocês pra me ajudar a manter minha sanidade.
Essas palavras, então, são dedicadas às pessoas que fizeram da minha vida algo que se possa ter orgulho.
AMO VOCÊS!
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Perguntas em Sotaque Alemão
Não sou contra igreja ou religião. Na verdade, tem pessoas que dependem dela para sobreviver. Eu fui uma delas. Mas nunca segui, cegamente, tudo que ela impõe. Afinal, dizem que faço parte da elite pensante do país (já, com essa idade).
Admito que me apoiei na crença de algo superior quando a situação apertava. Mas é ridículo não perceber que tem algo de errado nos limites impostos pelas igrejas.
Fui a poucos dias, numa igrejinha, um pouco escondida em um bairro residencial. Meio obrigada, assisti a missa inteira sem dizer palavra. Escapava uns sorrisos maldosos e uns risos baixinhos durante o sermão do padre de sotaque alemão. Não ria pelo sotaque, que não deixava de ser engraçado, mas algumas coisas ditas por ele não faziam sentido na minha cabeça. Limitações desnecessárias, críticas e comentários conservadores demais. A igreja não funciona para a nossa geração.
As crianças já estão sendo criadas para questionar. E hoje, elas têm a liberdade de fazer perguntas sem a preocupação do repreendimento (é claro que a resposta vem com um pouco de eufemismo). Não é fácil convencer uma criança de que um ser superior rege as ações humanas do céu e ela tem que ser boazinha para um dia se juntar a Ele. Eu, quando pequena, sempre me perguntei por que Ele não descia para fazer uma visita, tomar um café. Pensava que Ele não gostava dos homens.
Com o tempo fui descobrindo como Ele era ao mesmo tempo bom e mau. Como pode algo perfeito ser mau? Eu não conseguia entender. Porque ele nos punia se nós éramos bonzinhos? Porque levava nossos parentes e amigos queridos e mandava chuvas e ventos pra destruir casas?
Nunca tive respostas... Não conseguia perguntar isso para minha avó. Ela ficaria brava. Meus pais não se interessavam muito por assuntos religiosos. Fui tentando formar uma resposta por conta própria.
Conclusão definitiva eu não tenho. Essa foi a principal razão que deixei de freqüentar igrejas e ouvir sermões como quando era criança — está certo que quando criança eu era obrigada —, e passei a criar a minha própria visão de um Deus. O meu é bom, legal, divertido, tolerante, amigo. Discorda de várias coisas que falam Dele por aí e acha que vários homens deviam começar a trabalhar mais e reclamar menos, achando que Ele vai poder resolver os problemas que a gente cria.
Não sei o que vai acontecer comigo depois que eu morrer. Não sei se vou precisar rever os meus atos bons e ruins e ir pra algum lugar ― seja ele para cima ou para baixo ― ou se vou ficar debaixo da terra. Mas estou viva agora e vou aproveitar enquanto tenho certeza disso; e viver o máximo que eu posso, do jeito que me parecer melhor, pois é isso que eu acredito que seja o correto. Essa é a minha fé.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Um Desassossego da Mulher Trabalhadora

Soube que a nova moda é “fazer uma boa ação”.
Com tanto problema no mundo (de fome e miséria) as pessoas, que podem, tem contribuído para melhorar essa situação.
Com certeza você já deve ter ouvido falar daquele homem ou mulher que ajudou crianças na África, ou idosos na Ásia, ou ainda, que na época dos horrores da ditadura, ajudou refugiados e perseguidos.
Há pessoas que lutam para que esses bem-feitores recebam nomeações e que lhes dêem nomes às ruas e avenidas, que sejam ensinados nas escolas sobre essas figuras de boa índole. Até mesmo as que já se foram. Enquanto nós, meros pecadores, nos matamos para sobreviver.
E é compreensivo que esses bem feitores não apareçam quando você precisa que alguém faça as compras de supermercado, ou que cuide dos filhos quando você precisa ir para aquela reunião importante. Nunca estão por perto para emprestar um step quando o pneu fura ou no mínimo dar uma carona quando o ônibus demora a chegar.
Ainda querem dar o nome desses inúteis a minha rua? Forçar a minha filha a passar mais horas encima dos livros pra aprender sobre a vida deles? Até parece! Esse povo brasileiro tem que começar a ter noção de prioridades!
Quer saber? Acho que vou ajudar pessoas pobres ou algo do gênero, assim não vou precisar ralar tanto no trabalho, porque sei que o reconhecimento que mereço vai chegar, e rápido. Todos esses desocupados vão ter o que merecem. Vão ser obrigados a aprender cada evento banal que ocorreu na minha vida frívola.
E tenho dito.
Com tanto problema no mundo (de fome e miséria) as pessoas, que podem, tem contribuído para melhorar essa situação.
Com certeza você já deve ter ouvido falar daquele homem ou mulher que ajudou crianças na África, ou idosos na Ásia, ou ainda, que na época dos horrores da ditadura, ajudou refugiados e perseguidos.
Há pessoas que lutam para que esses bem-feitores recebam nomeações e que lhes dêem nomes às ruas e avenidas, que sejam ensinados nas escolas sobre essas figuras de boa índole. Até mesmo as que já se foram. Enquanto nós, meros pecadores, nos matamos para sobreviver.
E é compreensivo que esses bem feitores não apareçam quando você precisa que alguém faça as compras de supermercado, ou que cuide dos filhos quando você precisa ir para aquela reunião importante. Nunca estão por perto para emprestar um step quando o pneu fura ou no mínimo dar uma carona quando o ônibus demora a chegar.
Ainda querem dar o nome desses inúteis a minha rua? Forçar a minha filha a passar mais horas encima dos livros pra aprender sobre a vida deles? Até parece! Esse povo brasileiro tem que começar a ter noção de prioridades!
Quer saber? Acho que vou ajudar pessoas pobres ou algo do gênero, assim não vou precisar ralar tanto no trabalho, porque sei que o reconhecimento que mereço vai chegar, e rápido. Todos esses desocupados vão ter o que merecem. Vão ser obrigados a aprender cada evento banal que ocorreu na minha vida frívola.
E tenho dito.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
O Mundo, uma Coisa Só
Cansei de ver essas fotos horríveis. Cansei de ver miséria na tela da teve e do computador. Cansei de ver ossos quase expostos cobertos pelo resto de pele que lhes sobra. Não agüento mais ver crianças atiradas no chão recolhendo os restos de comida pra colocar na boca. Pra mim chega! Não quero que me mostrem essas verdades hediondas. Não quero mais saber que do outro lado do mundo onde vivo, há milhares de pessoas sobrevivendo com grãos de arroz — quando muito — de restos de animais.
É miséria demais para qualquer ser humano suportar. A dor de quem não passa nem perto de uma situação assim, é demais. Faça parar esse cenário medíocre. Não quero receber e-mails me conscientizando da condição deles. Conheço bem as fotos do horror, conheço bem as expressões que me são passadas pela tv. Não quero mais ver crianças raquíticas, que com seis anos não conseguem andar, não porque não aprenderam, mas porque não tiveram condições e força para levantar-se do chão.
Não é que eu vá desligar a tv e vender o computador para me livrar dessas imagens. Porque sinto que a dor deles, chega até mim, de alguma maneira. Eles, como humanos, tem ligação conosco. Mesmo os que negligenciam os problemas de outros países, sentem que a dor é profunda, que a fome agonia, e que o desespero os faz agarrar a vida de todas as maneiras.
Se quiser se livrar dessas sensações, como eu, o único jeito é mudar esse quadro, é ajudar como puder, é dar meios deles sobreviverem, para que, um dia, consigam se sustentar sem a nossa ajuda.
Não tenha medo de ajudar por ser de outro país. O mundo se acostumou a viver dividido em regiões. O que não percebeu ainda é que somos um único conjunto de pessoas. Algumas precisam de ajuda, e quem pode fornecê-la somos nós. Quando eu tiver um emprego e uma situação financeira equilibrada, espero poder ajudar essas pessoas que me tocam tão fundo o coração, pois não fizeram mal algum para merecerem uma vida tão miserável como essa.
A vida é curta, não há necessidade de morrer e levar o dinheiro consigo.
É miséria demais para qualquer ser humano suportar. A dor de quem não passa nem perto de uma situação assim, é demais. Faça parar esse cenário medíocre. Não quero receber e-mails me conscientizando da condição deles. Conheço bem as fotos do horror, conheço bem as expressões que me são passadas pela tv. Não quero mais ver crianças raquíticas, que com seis anos não conseguem andar, não porque não aprenderam, mas porque não tiveram condições e força para levantar-se do chão.
Não é que eu vá desligar a tv e vender o computador para me livrar dessas imagens. Porque sinto que a dor deles, chega até mim, de alguma maneira. Eles, como humanos, tem ligação conosco. Mesmo os que negligenciam os problemas de outros países, sentem que a dor é profunda, que a fome agonia, e que o desespero os faz agarrar a vida de todas as maneiras.
Se quiser se livrar dessas sensações, como eu, o único jeito é mudar esse quadro, é ajudar como puder, é dar meios deles sobreviverem, para que, um dia, consigam se sustentar sem a nossa ajuda.
Não tenha medo de ajudar por ser de outro país. O mundo se acostumou a viver dividido em regiões. O que não percebeu ainda é que somos um único conjunto de pessoas. Algumas precisam de ajuda, e quem pode fornecê-la somos nós. Quando eu tiver um emprego e uma situação financeira equilibrada, espero poder ajudar essas pessoas que me tocam tão fundo o coração, pois não fizeram mal algum para merecerem uma vida tão miserável como essa.
A vida é curta, não há necessidade de morrer e levar o dinheiro consigo.
domingo, 4 de maio de 2008
Biblioteca dos Desocupados
Faz alguns anos que tenho esse sonho. Nele eu estou em uma biblioteca cheia de livros, com os grandes renomes da literatura brasileira e mundial. Como meus: Érico Veríssimo, Rubem Braga, Abiguail Thomas, Markus Zusak, J.R.R. Tolkien, Samuel Becket, Jean-Paul Sartre. Mas a biblioteca dos meus sonhos seria como a dos desenhos animados, que tem compridas escadas, já que não dá pra alcançar as últimas prateleiras, e teria um sofá confortável e uma lareira bonita.
Passaria anos da minha vida comprando e ganhando livros e mais livros, aumentando a minha coleção vagarosamente. As pessoas me dariam seus livros depois de lê-los umas duas ou três vezes. E eu continuaria comprando. E lendo vezes seguidas, analisaria cada frase, cada palavra, observaria o estilo de cada maravilhoso escritor, a quem tenho admiração pelos trabalhos que me fazem voar pelo mundo inteiro. Examinaria títulos e figuras, tudo o que desse para aquele livro, uma aparência singular, única e refletiria o porquê de serem assim e por que chamam a minha atenção.
Alguém poderia me perguntar se eu não tenho algo melhor pra fazer ou se eu sou desocupada. Não me surpreenderia se minha própria mãe perguntasse uma coisa dessas. Responderia, logicamente, que sim. Tenho coisas pra fazer, até mais do que posso agüentar. E é exatamente por isso que me dou ao trabalho de criar essa biblioteca. Para escapar dos meus compromissos. Me chame de louca, se quiser, mas prefiro fazer algo que eu quero fazer por conta própria à fazer o que me impõem.
Passaria anos da minha vida comprando e ganhando livros e mais livros, aumentando a minha coleção vagarosamente. As pessoas me dariam seus livros depois de lê-los umas duas ou três vezes. E eu continuaria comprando. E lendo vezes seguidas, analisaria cada frase, cada palavra, observaria o estilo de cada maravilhoso escritor, a quem tenho admiração pelos trabalhos que me fazem voar pelo mundo inteiro. Examinaria títulos e figuras, tudo o que desse para aquele livro, uma aparência singular, única e refletiria o porquê de serem assim e por que chamam a minha atenção.
Alguém poderia me perguntar se eu não tenho algo melhor pra fazer ou se eu sou desocupada. Não me surpreenderia se minha própria mãe perguntasse uma coisa dessas. Responderia, logicamente, que sim. Tenho coisas pra fazer, até mais do que posso agüentar. E é exatamente por isso que me dou ao trabalho de criar essa biblioteca. Para escapar dos meus compromissos. Me chame de louca, se quiser, mas prefiro fazer algo que eu quero fazer por conta própria à fazer o que me impõem.
Além disso, penso que criar um objetivo de vida dá força pra continuar levantando da cama a cada manhã de inverno. Hoje foi uma daquelas manhãs. O frio e o vento, juntos, batendo em minha janela, maldosos, fazendo com que eu procurasse abrigo dentro dos cobertores. Só depois vim a descobrir que minha mãe estava no esquema traiçoeiro do tempo. Ela entrou no quarto escancarando a porta para que o vento entrasse livremente. Me enganou trazendo café na cama enquanto eu assistia a um seriado na TV, para que eu baixasse a guarda. E assim que eu terminei de comer meu bolo, o seu plano maléfico foi executado. Fui obrigada a sair debaixo dos cobertores para escovar os dentes! E foi nessa hora que o frio adentrou pelo meu pijama, me fazendo tremer até o pompom da toca.
Agora estou no escritório frio de janelas bem grandes, vendo o céu cinza e as nuvens roxas, sonhando com a minha biblioteca quentinha e confortável cheia de deliciosas histórias que me fariam rir, sonhar e chorar. Mas nunca tremer, porque na minha biblioteca a passagem do frio e do vento seriam terminantemente proibidas no inverno, com chances apenas no verão.
E aí, quando eu contasse este sonho pra alguém, provavelmente viria uma pergunta: porque está falando nisso?
E se não tivesse nada melhor para dizer, responderia não sei. Talvez algum desocupado em potencial queira dividir comigo este sonho ou talvez queira apenas achar um jeito mais produtivo de passar seu tempo. De qualquer maneira, espero ter ajudado. Mas acho que não.
Agora estou no escritório frio de janelas bem grandes, vendo o céu cinza e as nuvens roxas, sonhando com a minha biblioteca quentinha e confortável cheia de deliciosas histórias que me fariam rir, sonhar e chorar. Mas nunca tremer, porque na minha biblioteca a passagem do frio e do vento seriam terminantemente proibidas no inverno, com chances apenas no verão.
E aí, quando eu contasse este sonho pra alguém, provavelmente viria uma pergunta: porque está falando nisso?
E se não tivesse nada melhor para dizer, responderia não sei. Talvez algum desocupado em potencial queira dividir comigo este sonho ou talvez queira apenas achar um jeito mais produtivo de passar seu tempo. De qualquer maneira, espero ter ajudado. Mas acho que não.
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