Passaria anos da minha vida comprando e ganhando livros e mais livros, aumentando a minha coleção vagarosamente. As pessoas me dariam seus livros depois de lê-los umas duas ou três vezes. E eu continuaria comprando. E lendo vezes seguidas, analisaria cada frase, cada palavra, observaria o estilo de cada maravilhoso escritor, a quem tenho admiração pelos trabalhos que me fazem voar pelo mundo inteiro. Examinaria títulos e figuras, tudo o que desse para aquele livro, uma aparência singular, única e refletiria o porquê de serem assim e por que chamam a minha atenção.
Alguém poderia me perguntar se eu não tenho algo melhor pra fazer ou se eu sou desocupada. Não me surpreenderia se minha própria mãe perguntasse uma coisa dessas. Responderia, logicamente, que sim. Tenho coisas pra fazer, até mais do que posso agüentar. E é exatamente por isso que me dou ao trabalho de criar essa biblioteca. Para escapar dos meus compromissos. Me chame de louca, se quiser, mas prefiro fazer algo que eu quero fazer por conta própria à fazer o que me impõem.
Além disso, penso que criar um objetivo de vida dá força pra continuar levantando da cama a cada manhã de inverno. Hoje foi uma daquelas manhãs. O frio e o vento, juntos, batendo em minha janela, maldosos, fazendo com que eu procurasse abrigo dentro dos cobertores. Só depois vim a descobrir que minha mãe estava no esquema traiçoeiro do tempo. Ela entrou no quarto escancarando a porta para que o vento entrasse livremente. Me enganou trazendo café na cama enquanto eu assistia a um seriado na TV, para que eu baixasse a guarda. E assim que eu terminei de comer meu bolo, o seu plano maléfico foi executado. Fui obrigada a sair debaixo dos cobertores para escovar os dentes! E foi nessa hora que o frio adentrou pelo meu pijama, me fazendo tremer até o pompom da toca.
Agora estou no escritório frio de janelas bem grandes, vendo o céu cinza e as nuvens roxas, sonhando com a minha biblioteca quentinha e confortável cheia de deliciosas histórias que me fariam rir, sonhar e chorar. Mas nunca tremer, porque na minha biblioteca a passagem do frio e do vento seriam terminantemente proibidas no inverno, com chances apenas no verão.
E aí, quando eu contasse este sonho pra alguém, provavelmente viria uma pergunta: porque está falando nisso?
E se não tivesse nada melhor para dizer, responderia não sei. Talvez algum desocupado em potencial queira dividir comigo este sonho ou talvez queira apenas achar um jeito mais produtivo de passar seu tempo. De qualquer maneira, espero ter ajudado. Mas acho que não.
Agora estou no escritório frio de janelas bem grandes, vendo o céu cinza e as nuvens roxas, sonhando com a minha biblioteca quentinha e confortável cheia de deliciosas histórias que me fariam rir, sonhar e chorar. Mas nunca tremer, porque na minha biblioteca a passagem do frio e do vento seriam terminantemente proibidas no inverno, com chances apenas no verão.
E aí, quando eu contasse este sonho pra alguém, provavelmente viria uma pergunta: porque está falando nisso?
E se não tivesse nada melhor para dizer, responderia não sei. Talvez algum desocupado em potencial queira dividir comigo este sonho ou talvez queira apenas achar um jeito mais produtivo de passar seu tempo. De qualquer maneira, espero ter ajudado. Mas acho que não.

Um comentário:
Acho que jah li esse texto qndo ainda tava no papel, não?
Eh divertido ;D
o/
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