O que você faria se descobrisse algo que não deveria, e que precisasse manter em segredo? Na verdade, eu não deveria nem estar escrevendo isto aqui. Imagino que vou ser obrigada a rasgar esse papel quando terminar, o que torna esse texto uma perda de tempo.
Não sei quanto a você, mas eu contaria para uma amiga. Uma bem próxima e confiável, que dividisse esse fardo comigo e que eu poderia conversar a respeito sem me preocupar com a possibilidade da informação se espalhar. Porque eu admito, não consigo guardar algo tão importante. É necessário conversar sobre, argumentar sobre, discutir com outra pessoa que não esteja envolvida na situação, conhecer uma opinião nova.
Desculpe se estou sendo pouco especifica, mas não posso contar o que vi. Só digo que envolveu um dia cansativo, uma cama, um celular e um sanduíche. Não exatamente nessa ordem.
Imagine como quiser o ocorrido. Não posso me comprometer, mesmo que a folha seja rasgada. Além disso, talvez a história que passar na sua cabeça seja mais interessante do que a verdadeira. Provavelmente.
Não fique zangado comigo, é de sua natureza querer saber de tudo. Curiosidade comum. Mas não pense você, que não quero compartilhar com o mundo esses fatos, pois seria ótimo.
Mas não posso mais. Estou fadada a guardar na minha memória e compartilhar a informação com outros órgãos do corpo, porque sair da minha boca nunca será possível. Nosso contato anda meio restrito. Faz em torno de cinco meses que não me comunico com ela. Essa única pessoa com quem eu podia contar.
Contar a ela, eu até posso, mas não vou ouvir nenhuma resposta, argumento, opinião, pensamento, suspiro...
Assinar:
Postar comentários (Atom)

2 comentários:
tem a ver com o Bruno?
que bruno?
não, tem a ver com a minha irmã.
Postar um comentário