As crianças são jogadas nas latas de lixo, ou mesmo, no meio das ruas; isso quando os pais não tem o trabalho de matar as crianças com as próprias mãos. Essa é a situação da China desde que a política do filho único foi colocada em prática. Agora há, em média, 6 homens para cada mulher. Situação desagradável para um país que já tem a maior população mundial.
Ao contrário do meu amado país que trafica drogas, lá o que está em alta é o tráfico de mulheres e crianças para fins de casamento e prostituição.
Acontece o aborto freqüentemente. Por médicos, por mães, por funcionários do governo. Obrigados a controlar a natalidade, agem de maneira violenta e não se preocupam em esconder seus crimes. As meninas são as que mais sofrem com isso. As taxas pagas pelos pais são maiores se a criança for do sexo feminino. Principalmente nas áreas rurais, ter duas filhas é considerado uma desonra, um "investimento perdido". Um pai ficou tão revoltado ao ter a segunda filha que ele estrangulou as duas. Um outro jogou sua filha em um poço abandonado para que ninguém soubesse que ela existiu.
A preferência por meninos é, também, uma questão cultural. O homem sustenta a família enquanto a mulher se casa e é sustentada pelo marido. Deixa de fazer parte da família com quem foi criada para ser da família do marido. Além disso, um filho tem mais força para ajudar na plantação e nas tarefas domésticas. Para os futuros velhinhos dependentes de cuidados, ter um filho é mais interessante.
Estima-se que 17 milhões de meninas estejam faltando.
Quem anda muito desesperada, fique a vontade para ir à China. Se traficantes não a pegarem, há uma grande chance de arranjar muitos pretendentes.
domingo, 1 de junho de 2008
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